Eu não sou psicólogo e nem pretendo ser um, sou apenas um jovem gestor muito observador e interessado pelo comportamento
humano.
São pessoas que controlam as máquinas, logo é importante conhecer quem as controlam. Assim, observando os profissionais de minha equipe e conhecendo-os melhor, fui pesquisar, para saber como lidar com esses profissionais, refiro-me aos profissionais da geração Y.
São pessoas que controlam as máquinas, logo é importante conhecer quem as controlam. Assim, observando os profissionais de minha equipe e conhecendo-os melhor, fui pesquisar, para saber como lidar com esses profissionais, refiro-me aos profissionais da geração Y.
A nova geração de profissionais começa a dominar o
mercado de trabalho mundial, no Brasil cerca de 38% da força de trabalho
pertence a geração Y, é muita gente, eles têm entre 20 e 30 anos e possuem
características comportamentais diferentes das gerações anteriores, a principal
delas é o imediatismo e a facilidade de serem multitarefa. Os gestores das
gerações “Baby Boomers” e X, terão de se reciclarem e prestarem atenção em suas
equipes, pois a geração Y não gosta de “puxar saco”, sorrisos falsos, falar
muito de suas vidas no ambiente corporativo (a não ser no Facebook e Twitter) e
principalmente se o ambiente corporativo não lhes agradar eles fazem como
aprenderam jogando videogame, “resetam o jogo” e partem para outro, sem medo e
sem mágoas. Uma analogia aos jogos eletrônicos, eles que possuem fases e cada
uma tem de ser vencida até o fim do jogo, onde este desafio, de ser questão de
honra passar pelas fases, faz com que eles sejam obstinados para vencerem os
desafios dos jogos que escolheram, isso acontece pelo alto interesse no que
estão fazendo, caso este interesse não exista, eles irão abandonar o jogo. No
ambiente corporativo a situação se repete, caso o que estão fazendo se torne
repetitivo demais, sem ações inovadoras e desafios, sem feedback constante,
tendo em vista que nos jogos existem gráficos informando seus status e suas
condições para manterem posicionados sobre suas condições, na vida corporativa
também querem saber se estão “perdendo vidas” ou “ganhando pontos” em suas
carreiras, caso estas condições não
existam, muito provavelmente um profissional Y irá perder muito de seu
rendimento, podendo vir a desistir de seu trabalho e partir em busca de outro
desafio.
Os mais conservadores podem perguntar: Estaríamos
então falando de profissionais mimados, onde querem que tudo seja do seu jeito
? Não e sim, não são pessoas mimadas, são pessoas exigentes que não
aceitam qualquer coisa de qualquer jeito e sim, eles querem as coisas da forma
correta, prática e em conformidades com o novo mundo em que vivemos, um mundo
ágil, direto e informativo.
Durante o processo seletivo, devemos manter todas
as cartas na mesa, sem entrelinhas ou frases subjetivas, informando
exatamente o que a empresa espera, quais as regras do negócio e as
perspectivas de evolução na carreira, não devemos criar falsas expectativas,
pois frustrá-lo certamente implicará em perder o profissional. Os
gestores precisam ser claros e detalhistas ao delegarem tarefas
aos Y, estes precisam de verdadeiros líderes inspiradores e locais
interessantes para se desenvolverem. Líderes e empresas que
conseguirem ganhar a confiança e o respeito deles terão a equipe dos sonhos,
posto que uma de suas características é aprenderem sozinhos suas tarefas, são
movidos por desafios e inovações, um bom líder que conseguir canalizar todas
essas forças a favor do negócio da empresa, irá perceber o grande ganho para a
equipe e para a instituição.
Fabiano Negreiros
Nenhum comentário:
Postar um comentário