segunda-feira, 8 de junho de 2015

Os profissionais Y. Eles estão aí.



Eu não sou psicólogo e nem pretendo ser um, sou apenas um jovem gestor muito observador e interessado pelo comportamento humano. 
São pessoas que controlam as máquinas, logo é importante conhecer quem as controlam. Assim, observando os profissionais de minha equipe e conhecendo-os melhor, fui pesquisar, para saber como lidar com esses profissionais, refiro-me aos profissionais da geração Y.

A nova geração de profissionais começa a dominar o mercado de trabalho mundial, no Brasil cerca de 38% da força de trabalho pertence a geração Y, é muita gente, eles têm entre 20 e 30 anos e possuem características comportamentais diferentes das gerações anteriores, a principal delas é o imediatismo e a facilidade de serem multitarefa. Os gestores das gerações “Baby Boomers” e X, terão de se reciclarem e prestarem atenção em suas equipes, pois a geração Y não gosta de “puxar saco”, sorrisos falsos, falar muito de suas vidas no ambiente corporativo (a não ser no Facebook e Twitter) e principalmente se o ambiente corporativo não lhes agradar eles fazem como aprenderam jogando videogame, “resetam o jogo” e partem para outro, sem medo e sem mágoas. Uma analogia aos jogos eletrônicos, eles que possuem fases e cada uma tem de ser vencida até o fim do jogo, onde este desafio, de ser questão de honra passar pelas fases, faz com que eles sejam obstinados para vencerem os desafios dos jogos que escolheram, isso acontece pelo alto interesse no que estão fazendo, caso este interesse não exista, eles irão abandonar o jogo. No ambiente corporativo a situação se repete, caso o que estão fazendo se torne repetitivo demais, sem ações inovadoras e desafios, sem feedback constante, tendo em vista que nos jogos existem gráficos informando seus status e suas condições para manterem posicionados sobre suas condições, na vida corporativa também querem saber se estão “perdendo vidas” ou “ganhando pontos” em suas carreiras, caso  estas condições não existam, muito provavelmente um profissional Y irá perder muito de seu rendimento, podendo vir a desistir de seu trabalho e partir em busca de outro desafio.

Os mais conservadores podem perguntar: Estaríamos então falando de profissionais mimados, onde querem que tudo seja do seu jeito ? Não e sim, não são pessoas mimadas, são pessoas exigentes que não aceitam qualquer coisa de qualquer jeito e sim, eles querem as coisas da forma correta, prática e em conformidades com o novo mundo em que vivemos, um mundo ágil, direto e informativo.

Durante o processo seletivo, devemos manter todas as cartas na mesa, sem entrelinhas ou frases subjetivas, informando exatamente  o que a empresa espera, quais as regras do negócio e as perspectivas de evolução na carreira, não devemos criar falsas expectativas, pois frustrá-lo certamente implicará em perder o profissional. Os gestores precisam ser claros e detalhistas ao delegarem tarefas aos Y, estes precisam de verdadeiros líderes inspiradores e locais interessantes para se desenvolverem. Líderes e empresas que conseguirem ganhar a confiança e o respeito deles terão a equipe dos sonhos, posto que uma de suas características é aprenderem sozinhos suas tarefas, são movidos por desafios e inovações, um bom líder que conseguir canalizar todas essas forças a favor do negócio da empresa, irá perceber o grande ganho para a equipe e para a instituição.

Fabiano Negreiros

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