Atualmente o modelo antiquado de chefe está
entrando em extinção, aquele profissional de aspecto carrancudo, mal humorado,
de pouca conversa e que sabe apenas delegar tarefas (e quando sabe) e depois
cobra os resultados está ficando cada vez menos funcional para gerir a nova
geração que está entrando no mercado de trabalho. A geração Y é menos flexível à imposições baseadas em demonstrações de poder, ideias pouco estruturadas e
cobram muitas explicações e detalhes sobre suas atividades. Existe uma grande diferença entre chefe e líder, o chefe é aquele que na
hierarquia corporativa é o profissional na qual seus subordinados devem se
reportar e seguir seus ideias profissionais por imposição corporativa, já o
líder é seguido por cativar seus subordinados e estes concordam por afinidade
com seus ideais e irão seguir seus líderes por vontade própria e não por
imposição.
Um verdadeiro líder é conhecido desde sua infância, se destaca na sua turma, durante os anos escolares, universidade. No primeiro emprego, passa a ser percebido na empresa como um aspirante a
gestor, tem sucesso e seguidores, em outras palavras, nasceu para
fazer isso.
Já os chefes nem mesmo gostariam estar na posição que estão, por não se sentirem prontos ou até por motivos próprios, acabam se tornando chefes ultrapassados e inseguros, provavelmente respeitados pelo medo de sua posição e não pelo que eles são de verdade.
Já os chefes nem mesmo gostariam estar na posição que estão, por não se sentirem prontos ou até por motivos próprios, acabam se tornando chefes ultrapassados e inseguros, provavelmente respeitados pelo medo de sua posição e não pelo que eles são de verdade.
Então pensamos, um bom líder é aquele que é amigo de todos e cede às
pressões da equipe, querendo agradar a todos ? Não absolutamente, pelo
contrário, ele é rígido quando tem de ser e flexível nos momentos em que se
permite que ele seja assim, sempre alinhando sua equipe para manter foco no
negócio da empresa, foco no negócio da empresa e não em ego, estando sempre
próximo de seus liderados, sem medo de colocar a mão na massa quando for
preciso, sem perder sua imagem de modelo para a equipe e isso será aceito
naturalmente, transformando cada membro de sua equipe em seus auto gestores,
cada um irá monitorar o seu colega e todos sempre olharão seu líder como um
ídolo, onde todos gostarão de ser como ele.
Os efeitos danosos que um chefe que não sabe liderar sua equipe, pode
gerar:
Perda de grandes talentos: Profissionais talentosos não resistem muito
tempo em um ambiente de tirania, onde as ações são movidas pela vaidade e falta de
acertos de seu chefe.
Baixa produção: Num ambiente desestabilizado, a baixa produção irá
imperar, pessoas desmotivadas geram o ócio voluntário. Uma sábia frase
proferida pelo presidente americano Abrahan Lincoln dizia: Uma casa dividida
não pode ser mantida.
Falta de estímulo: Num ambiente dividido e desinteressante, gera a
falta de vontade de cada um dar o melhor de si e a assim o profissional deixará
de lutar por sua equipe e empresa.
Clima Tenso: Mesmo eu sendo da área de TI, sempre digo que pessoas são
pessoas e máquinas são máquinas, ao delegar ordens arbitrárias e infundadas o
líder está tratando seus liderados com total desrespeito e pessoas pensam e de
forma inconsciente começam a demonstrar que algo não vai bem e isso afeta
diretamente a saúde da empresa.
Já tive vários chefes e acho que apenas dois líderes ao longo de minha
carreira profissional, com meus chefes aprendi o que não se deve fazer. Ser chefe qualquer um pode ser, porém ser um líder nem todo mundo
nasceu com o dom, existem chefes que são péssimos lideres e existem líderes
que nem chefes ainda são. Então, o recado aos chefes que ainda se enquadram no modelo
antigo se reciclem na arte de gerir pessoas, abram suas mentes e estejam
preparados, esta nova geração não permite deslizes e será cada vez mais
exigente.
Fabiano Negreiros
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